Dois anos depois que o jornalista e escritor Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, o Paulo Rocaro foi assassinado na cidade de Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira seca entre o Brasil e o território paraguaio, aos 51 anos de idade, todos os acusados, devidamente identificados pela Polícia, continuam impunes.
No atentado ocorrido por volta das 23h30 do dia 12 de fevereiro, um domingo de 2012, na avenida Brasil em frente ao hotel Frontier no centro de Ponta Porã, o jornalista e escritor levou cinco tiros de pistola 9 mm que foram efetuados por dois homens que estavam em uma moto. Paulo Rocaro foi socorrido ao pronto-socorro do Hospital Regional da cidade ainda com vida, mas veio a falecer em consequência dos ferimentos que sofreu.
Impunes
A Polícia Civil investigou o crime e adiantou que as causas seriam uma motivação política e apontou como mandante, o empresário (sic) Cláudio Rodrigues de Souza, o “Claudinho Meia Água” e como executores dos tiros contra o jornalista os que seriam “jagunços” dele, identificados como o desocupado Luciano Rodrigues de Souza e Hugo Stancatti Ferreira da Silva, que segundo consta, estaria escondido no território paraguaio.
A polícia após o crime fez várias apreensões de fitas, HDs e tomadas de depoimentos que apontam o empresário como mandante, porém até hoje ele nega as acusações, muito embora tenha discutido e prometido matar Paulo Rocaro após uma acirrada discussão entre eles em um encontro dentro de uma loja comercial da cidade.
Com a repercussão da morte de Paulo Rocaro que era membro do PT e tentava viabilizar a candidatura do ex-prefeito Wagner Piantoni em detrimento da esposa de “Meia Água”, a advogada Sudalene Alves Machado Rodrigues, que já havia perdido uma eleição para vereadora, na época o secretário de Justiça de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, o próprio governador André Puccinelli e o delegado Regional de Ponta Porã Sandro Márcio Pereira disseram que esclarecer e prender os autores e o suposto mandante do crime seria uma questão de honra para a polícia, todavia, passado dois anos, os mesmos continuam impunes, uma vez que oficialmente não foram ainda denunciados pelo MPE (Ministério Público Estadual) para que possam ser submetidos a julgamento.
Ficha
A polícia conta que o empresário e suposto mandante do assassinato de Rocaro, “Claudinho Meia Água” já havia sido condenado há 17 anos e seis meses por homicídio, mas estava em liberdade mediante recurso e no MS responde até hoje por outros crimes, como homicídio, sequestro, extorsão, formação de quadrilha e roubo e que o desocupado Luciano Rodrigues era parente e morava e trabalhava com ele como segurança. (Colaborou: Waldemar Gonçalves - Russo)