O delegado de Polícia de Itaporã, Dr. Marcelo Batistela Damaceno, acabou de ouvir a confissão de duas irmãs na manhã desta sexta-feira(28). As irmãs Débora Garcia, de 22 anos e a menor E.G., de 14 anos, confessaram hoje (28) a autoria do crime de assassinato contra a indígena Núbia que foi encontrada boiando em uma lagoa, no dia 23 de dezembro do ano passado, na fazenda Cristal, em Itaporã.
De acordo com o delegado de Polícia de Itaporã, Marcelo Batistela Damaceno, as duas irmãs são enteadas da mãe da indígena morta. Débora afirma que não tinha bebido nem estava drogada, mas que fazia três anos que vinha sofrendo com as provocações da meia-irmã e da madrasta. A menor afirmou que o pai dela dava mais dinheiro e atenção para Núbia do que para elas.
Débora disse que no dia anterior ao assassinato, ela e a irmã foram ao hospital da Missão Caiuá onde a vítima estava internada, para visitar a uma tia. Ao passarem pelo quarto, avistaram Núbia que, segundo elas, disse que não queria mais ficar internada e se seria possível elas a ajudarem sair. As duas saíram com a vítima do hospital em direção de casa e no caminho tomaram o rumo de um canavial onde a espancaram.
Débora disse que não se arrepende de ter matado a filha da madrasta
Como a moça continuava resistindo, as irmãs levaram Núbia para uma lagoa e lá, conforme relato da reportagem do jornal Itaporanews, a jogaram no lago. “Mas ela não morria”, relata Débora. Então, tiraram Núbia do lago, a amarraram pelos pés e as mãos e a amordaçaram com a própria roupa, e ainda a golpearam com pedradas em várias partes do corpo, inclusive na cabeça, que resultou em traumatismo craniano, a causa diagnosticada da morte.
Segundo o delegado Marcelo Damasceno, foi imprescindível o depoimento de uma testemunha que estava no mesmo quarto de Núbia, e o auxílio da Funai (Fundação Nacional do Índio) e que assim, foi possível chegarmos às autoras. A menor foi ouvida e responderá em liberdade. Débora foi presa preventivamente após confessar o crime. Segundo ainda o jornal, a jovem disse que não se arrepende do que fez.