A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (29) que um dos laudos periciais apontou para a presença de um sedativo, a substância midazolan, no corpo de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, encontrado morto dez dias depois de ter desaparecido. A informação é da delegada de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, ao portal Terra.
Segundo a bula, o midazolam é um medicamento de curta ação para pré-medicação, sedação, indução e manutenção da anestesia. O laudo, no entanto, não informa a quantidade que havia no menino. A delegada também reforçou que os dados periciais mostraram que Bernardo não foi enterrado vivo.
O pai do menino, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e uma amiga dela, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, estão presos desde a noite em que foi encontrado o corpo por suspeita pela morte de Bernardo. A investigação mantém também a possibilidade de uma quarta pessoa estar envolvida no assassinato. "Em todas as coletivas, ressaltei que estamos individualizando os crimes, mas nós temos certeza que os três participaram", avisou Caroline.