Maria Estela Lopes, a mãe da jovem Irani Cristina Duarte, que era a mãe do bebê Nícolas Duarte Fidélis, assassinado pelo padrasto Rogério Avelino da Silva, de 31 anos, liderou manifestação realizada na tarde desta sexta-feira (2) em frente ao prédio da 1ª. DP (Delegacia de Polícia) do Centro, na rua Cuiabá. Ela pediu a prisão da própria filha, a quem acusa de negligência no tratamento das crianças. A avó disse que mora em Laguna Carapã e falava muito pouco com a filha.

Um dos cartazes, com a foto de Irani e o filho Nícolas, morto pelo padrasto
Irani Cristina morava com Rogério Avelino, e nos últimos dias, segundo os vizinhos, eles vinham discutindo muito. No dia do crime contra o bebê, terça-feira (29), Rogério havia batido na mulher e esta teria, inclusive, caído sobre o carrinho com o bebê que até sofreu um ferimento na cabeça. Depois, o casal se reconciliou. À noite, enquanto cuidava de Nícolas e da irmãzinha de três anos, o homem teria perdido o controle e, para conter os choros da criança, acabou matando-o com o uso de um travesseiro, como alegou na Polícia.

Manifestantes, com cartazes e fotos, chegam na delegacia do Centro
Na tarde desta sexta-feira, durante manifestação pelas ruas do Jardim Santo André, onde residiam os familiares do bebê assassinado, mães de outras crianças e vizinhos de Rogério e Irani promoveram uma passeata, com cartazes, apitos e muitas fotos. No manifesto, haviam, ainda familiares do bebê Braian de Souza Silva, de 1 ano e nove meses, que também foi morto pelo padrasto, Daividson Correia dos Santos, há cerca de cinco meses, no Jardim Colibri.
“Ele batia na minha filha, mas ela também é culpada, porque sabia de tudo, dos casos de agressão contra o Nícolas, meu neto, e sabia também que o Rogério já tinha ‘mexido’ até com a menina de três anos”, disse a avó do bebê assassinado esta semana. Uma tia do bebê disse que suspeita, inclusive, que Rogério, que já possui passagem pela Polícia por tráfico e uso de drogas, possa ter até abusado da menina que morava também com o casal. O homem, acusado de assassinato, está recolhido em uma das celas da Phac (penitenciára Harry Amorim Costa).
A delegada Kelen Laura, designada para acompanhar o caso, não quis receber os manifestantes que permaneceram gritando palavras de ordem como “queremos justiça” e “cadeia nela” para a mãe da criança na frente do prédio da 1ª. DP. Eles prometem continuar promovendo ações para que os responsáveis pelo crime contra crianças sejam punidos.