Um infortúnio duplo. Assim, a filha Cláudia Bonfim define a situação em que se encontra a família da conhecida policial Maria Helena Bonfim Simões, ou simplesmente “Baiana”, como se notabilizou durante os 25 anos de serviços para a Segurança Pública em Mato Grosso do Sul. Depois de 33 dias hospitalizada com problemas pulmonares, Baiana morreu ontem (21) à noite. Horas depois, quando chegou de Assunção, no Paraguai, onde residia, para se despedir da mãe, o filho Alessandro Simões Martins, de 43 anos, sofreu mal súbito na entrada da capela do cemitério Santo Antônio e também morreu, no final da noite, no HVida (Hospital da Vida).
“É demais pra nós”, definiu Cláudia. A filha, que mora em Minas Gerais, chegou a Dourados no sábado (17) para acompanhar o quadro de recuperação da mãe. “Ela estava muito fraca, tinha ficado mais de um mês no hospital, teve alta, estava se tratando em casa, a gente reuniu os irmãos; o Alessandro estava vindo do Paraguai pra morar com ela aqui, ela queria os netos por perto, mas não deu tempo”, disse a filha. O enterro da mãe está previsto para às 10h30 e em seguida começa o velório do filho.
Maria Helena, a policial Baiana, tinha 68 anos de idade e ganhou o apelido pelo estilo ‘porreta’ como a classificavam os colegas. A delegada aposentada Maria do Socorro Gomes, que trabalhou no comando da Delegacia da Mulher por quase 12 anos em Dourados, disse que perdeu “uma amiga do coração”. Baiana era agente administrativa no quadro da Secretaria de Segurança, “mas como éramos em número muito pequeno, ela dirigia nossa viatura, atendia as pessoas, sempre foi muito prestativa, era muito querida por todos”, disse Socorro.