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Rebelião provoca interdição da cadeia de Maracaju

09 de junho 2014 - 11h16 Por Redação Douranews
Rebelião provoca interdição da cadeia de Maracaju

Três celas destruídas, colchões queimados e a cozinha da Polícia Militar [onde funciona a cadeia pública] totalmente quebrada, além de risco de o incêndio destruir o prédio. Este foi o saldo preliminar da rebelião dos 64 presos que cumprem pena em Maracaju, na tarde deste domingo (8), provocando pânico na comunidade.

O juiz Marcus Vinícius Elias e o delegado Amílcar Romero estiveram no local, assim que tomaram conhecimento da rebelião dos detentos. Várias pessoas que acompanham a ação reclamaram da falta de segurança na cidade e disseram ao jornal Tudodoms que este ''é o presente de Maracaju'', que aniversaria quarta-feira (11).

Apenas quatro policiais cumpriam o plantão na tarde desta quarta-feira, quando os presidiários decidiram tomar a cadeia. Os bombeiros tiveram dificuldades para conter o incêndio provocado pela queima de colchões, por falta de equipamentos adequados. O caminhão pipa que serve ao Município tem capacidade apenas para 2 mil litros de água.

O juiz pediu reforço em Campo Grande e em Dourados. Integrantes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) foram destacados. 

Só no meio da noite é que terminou o conflito, com a transferência dos presos de Maracaju para os municípios de Dois Irmãos do Buriti e Dourados. A operação foi comandada pelo major do BPChoque (Batalhão da Polícia de Choque), Marcos Paulo Gimenez.

Cerca de 70 homens das polícias da região foram mobilizados e, monitorados pelo juiz Marcus Vinicius de Oliveira Elias, acompanharam a remoção de 44 presos para a Phac (penitenciária Harry Amorim Costa) em Dourados, Outros 20 foram transferidos para Dois Irmãos. O juiz prometeu adotar medida drástica ainda nesta segunda-feira (9). “O presídio será interditado, desativado, por estar sem condições de uso”, anunciou na noite deste domingo.