Uma sequência misteriosa de doze assassinatos de jovens mulheres com características parecidas fez a Polícia Civil de Goiás criar uma força-tarefa, com dez delegados, para apurar os crimes, todos ocorridos em Goiânia. Os investigadores não descartam a ação de um serial killer, mas suspeitam também que os crimes sejam resultado da ação de diferentes criminosos que agem da mesma forma. A última vítima, Ana Lídia de Souza, tinha apenas 14 anos e foi morta no sábado (2), em um ponto de ônibus, atingida com dois tiros no peito. A adolescente seguia para uma feira noturna de roupas, calçados e alimentos, onde trabalhava como ajudante em uma banca. Vídeo divulgado nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil de Goiás mostra o suspeito de matar a jovem correndo em uma motocicleta pouco após o crime.
A morte em local público, como aconteceu com a adolescente, é uma das características dos casos. Mas o fator principal de semelhança diz respeito ao assassino, que sempre está de capacete, em uma motocicleta de baixa cilindrada, descrita como vermelha ou preta, e de marcas diferentes. O homem se aproxima das vítimas e, em algumas vezes, pede um objeto como celular, ou não, depois atira e não leva nada, como aconteceu com Ana Lídia. No vídeo divulgado pela polícia, a jovem aparece caminhando em direção a um ponto de ônibus. Na sequência, uma motocicleta passa na direção de Ana Lídia. Pouco após o crime, a motocicleta passa em alta velocidade na direção oposta.
Um dia após a última morte, em entrevista coletiva, o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, Murilo Polati, reforçou que as investigações caminham para casos com motivações diferentes e múltiplos autores, mas a ação de um só passou a ser publicamente considerada. Ele chegou a dizer que 11 pessoas foram presas, suspeitas de envolvimento em algumas das 45 mortes de mulheres ocorridas este ano em Goiânia - das quais doze têm características parecidas. Também falou de crimes envolvendo drogas ou passionais, e que algumas das mortes podem ter sido organizadas por este motivo, mas propositadamente com características iguais aos outros casos, o que, para a polícia, seria para "desviar a atenção". Com reportagem do portal da revista Veja.