Um estudo do Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) mostra que as chamadas cidades-gêmeas brasileiras, aquelas localizadas em região de fronteira em contato com municípios do outro lado, superam em sete pontos a taxa nacional de homicídios. Segundo o levantamento, feito com base em dados do Ministério da Saúde de 2012, a média de homicídios por 100 mil habitantes nestas cidades é de 36,93, enquanto a média nacional é de 29,05. De acordo com o instituto, os índices altos estão ligados ao contrabando e ao tráfico de drogas na região.
Coronel Sapucaia, no Mato Grosso Sul, que faz fronteira com o Paraguai, apresenta o maior índice dentre as cidades-gêmeas do Brasil: 112,25 mortes por 100 mil habitantes. Metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro sustentam os índices de 15,36 e 18,87, respectivamente. Para o Idesf, a situação é considerada ainda mais grave na região da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, com as cidades paranaenses de Foz do Iguaçu e Guaíra chegando aos índices de 63,74 e 87,06, respectivamente. Reportagem sobre o assunto foi publicada pela revista Época.