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Família discorda de álibi apresentado por matador de 'Panambi'

03 de novembro 2014 - 21h01 Por Redação Douranews
Família discorda de álibi apresentado por matador de 'Panambi'

Familiares do aposentado e que atualmente está fazendo o uso de uma cadeira de rodas após sofrer no ano passado um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e que foi apontado por Paulo Rocha, de 26 anos, morador no Campo Dourado, como sendo o “pivô” do crime em que teve como vítima José Ferreira de Carvalho, o ‘Panambi’, de 65 anos, discordam do álibi apresentado pelo criminoso na delegacia, após ele ser localizado e preso juntamente com a parceira Suelen Grance Almiron, de 23 anos, residente no Jardim Guanabara, por uma guarnição da PM (Polícia Militar). 

Com relação ao fato que ocorreu na manhã de sábado (1), na varanda de uma casa existente em uma chácara localizada nos fundos do Jardim Guaicurus, a vítima recebeu seis tiros de revólver calibre 38 [que lhe atingiram no pescoço, linha da cintura, tórax e braço direito], desferidos pelo autor a curta distância. O casal evadiu-se do local em seguida a bordo de um veículo Corsa branco, que foi localizado e apreendido pelos policiais militares assim como a arma do crime que já estava municiada com seis projéteis intactos.

O assassino disse que cometeu o crime porque, segundo ele, sofria constantes agressões por parte da vítima. Todavia, os familiares do cadeirante, um deles dono da chácara e que havia deixado o local momento antes do crime ocorrer, negam veemente que ele seria alvo de agressões por parte de “Panambi” com quem morava havia dez meses juntos e este era cuidado por ele, após ter sofrido o AVC.

“Este cara matou o ‘Panambi’ por causa de mulher, cachaça, dívida em dinheiro ou por outro motivo qualquer, menos porque ele batia em meu tio. O ‘Panambi’ sempre se deu muito bem com o meu tio de quem era amigo havia muitos anos, inclusive, ele dava alimentação, banho e sempre o colocava na cama para dormir, ou seja, fazia companhia para o meu tio e nos ajudava a cuidar dele. Essa versão dele não procede, pois meu tio, apesar de estar doente, fala muito bem e tem boa memória, para nós nunca disse que teria sido em algum momento agredido pelo ‘Panambi’. Se isso ocorresse, seriamos o primeiro a tomar uma providência” disse um dos sobrinhos da vítima, confidenciando que o aposentado assassinado tinha por hábito pessoal ingerir bebida alcoólica. “Sabiamos deste problema dele com o alcool, agora se ele usava outra coisa, desconheciamos, contudo, jamais ele demonstrou ser uma pessoa violenta com o nosso tio” disse os familiares acrescentando “Esse crime está cheirando acerto de conta por causa de qualquer coisa entre o acusado e o Panambi, mas isso cabe as autoridades policiais investigar. Uma coisa é certa, o Panambi jamais iria agredir o nosso tio, isso jamais. A nossa família não acredita nesse álibi apresentado pelo criminoso, pois caso assim fosse, o nosso tio nos diria. Para nós ele disse que jamais foi maltratado pelo Panambi, pelo contrário, era bem tratado” adiantou um dos sobrinhos do suposto “pivô” do crime.

Para os integrantes da família, a versão apresentada pelo assassino foge da regra e o tio deles, que seria o suposto “pivô” para o crime deve ser ouvido assim como as pessoas que conviviam com ‘Panambi’ e com ele. “Em que pese o meu tio estar hoje numa cadeira de rodas em razão do AVC que sofreu no ano passado, a sua memória é muito boa; ele está lúcido e pode ser ouvido e desmentir esta versão apresentada pelo assassino”, disse um dos familiares. (Colaborou: Waldemar Gonçalves – Russo)