O segurança Jonathan Lopes de Santana, de 23 anos, suspeito de ter matado seis pessoas em Mogi das Cruzes e Poá [cinco delas por decapitação], no interior de São Paulo, disse à polícia que cometeu os crimes porque vozes o mandavam completar um ciclo de mortes. O G1 teve acesso ao termo de interrogatório elaborado pela polícia no dia em que ele foi preso. "As vozes diziam que eu iria morrer também se eu não matasse", contou Jonathan.
O suspeito foi preso depois que três pessoas foram decapitadas em um período de uma hora em Mogi. Segundo a polícia, além desses, ele confessou outros três homicídios. Em um dos casos não houve decapitação. A vítima foi esfaqueada e queimada. De acordo com o delegado Marcos Batalha, o segurança atacava com golpes de machadinha na cabeça e depois decapitava as vítimas.
De acordo com o depoimento de Jonathan à polícia, as 'vozes' lhe falavam que era preciso completar um ciclo de três vítimas em um período entre 6 e 6h59. "As vozes falavam que tinha que completar o ciclo, desta vez seria três vítimas dentro do período das 6h às 6h59 da manhã. Eu teria que matar três mendigos hoje senão iria ter que matar mais três amanhã, pois não teria cumprido a cota para finalizar o pacto ou transtorno", declarou o homem.