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Sindicato queria servidor de carreira no comando da Agepen

08 de janeiro 2015 - 16h51 Por Redação Douranews
Sindicato queria servidor de carreira no comando da Agepen

Apesar do discurso de satisfação e reconhecimento ao trabalho dos agentes penitenciários do Estado apresentado pelo antigo diretor da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul), coronel Deusdete de Souza Oliveira Filho, a categoria garante que ele não cumpriu com as promessas feitas durante o exercício das funções à frente da Agepen, de  indicar alguém da carreira para assumir o cargo.

“Agora cabe ao sindicato levar ao governo quem foram os verdadeiros executores de todo o trabalho e metas conquistadas durante o período de administração penitenciária desde 2008”, ressalta o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul) André Luis Garcia Santiago, durante a solenidade de posse do novo diretor, coronel Pedro Cesar de Figueiredo Lima, realizada na sede da Acadepol, no Parque dos Poderes.

Para Santiago, após a onda de inaugurações e aberturas de novas vagas para internos, o número de servidores permanece quase que inalterado. A entrada de 263 novos servidores para as fileiras da segurança penitenciária ainda não é o suficiente para atuar com eficiência e segurança dentro das Unidades Penais. “São aproximadamente 14 internos, para cada servidor, sendo que esse número é ainda pior em algumas situações. Convém lembrar, que, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária orienta que haja um servidor para cada cinco internos, uma realidade distante para nosso Estado”, afirma. 

Atualmente, o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul conta com 968 servidores de Segurança e Custódia, 293 da área de Administração e Finanças, 179 de Assistência e Perícia, para a custódia de uma população carcerária de 13.477 internos.

Para o sindicato, a problemática do sistema penitenciário vai muito além da ampliação de vagas para a massa carcerária, é necessário que haja também mudanças estruturais. “Que os internos e internas tenham mais dignidade no cumprimento de suas penas e que nós servidores, no desempenho de nossas funções, sejamos mais bem atendidos em nossas reivindicações”, concluiu Santiago.