A mulher do produtor rural Maximiliano Ramos, de 45 anos, morto em Camapuã em outubro de 2014 disse que o acusado de matar o marido dela deverá recorrer a alegação de crime passional para amenizar a pena. Patrícia Ramos contrariou todas as declarações dadas pelo advogado de Thiago Arruda Baez, de que ele estaria saindo com a amante de Max, e esse teria sido o motivo do crime.
Segundo depoimento de Thiago, que se entregou à polícia e confessou o crime, Maximiliano tinha uma amante chamada Adila e havia comentado que já estava tudo definitivamente acabado entre eles pois sua mulher já estava desconfiando da traição. Foi aí que Thiago confessou ter “ficado” algumas vezes com Adila, o que deixou Maximiliano furioso e determinado a matar o colega.
O Campo Grande News publica que, segundo o advogado que cuida da defesa de Thiago, ao contrário do que a família da vítima disse, o crime não foi por dinheiro e sim passional. O advogado André Stuart afirmou que tem como provar, pois tem os comprovantes de pagamentos e de transferência de valores que o acusado fez para o Maximiliano, porque eram parceiros de negócio.
"Foi quase um crime passional, no qual o Thiago teve de se defender pois estava ameaçado de morte pelo colega após descobrir que ele também havia namorado a sua amante”, explicou o advogado André Stuart.
De acordo com o depoimento, a vítima carregava nas mãos um pedaço de pau e caminhava na direção de Thiago dizendo que iria matá-lo por ter saído com sua amante. “O Maximiliano era uma pessoa de perfil agressivo, já quebrou nariz de um, bateu em outro, a própria esposa dizia que ele era agressivo e impulsivo. Num desentendimento, ele dizendo que iria matar, o Thiago não viu outra alternativa a não ser se defender”, acrescentou o advogado.