Investigadores da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente), em Campo Grande, continuam, nesta quarta-feira (22), as buscas pelo comerciante Fabiano Viana Otero, de 32 anos. Ele está com a prisão preventiva decretada pelo crime de extorsão e seria um dos suspeitos de participar de um esquema de exploração sexual de adolescentes, investigado sob sigilo pela Polícia Civil.
Desde sábado (18), os policiais estiveram em dois endereços, na residência de Fabiano, no bairro Mata do Jacinto, além de outro local onde ele estaria foragido, no bairro Taveirópolis. Nesta quarta-feira, o advogado de Fabiano, Amilton Ferreira de Almeida, esteve na delegacia e disse que 'está negociando' a apresentação do cliente, conforme divulgou o G1.
"Eu conversei pessoalmente com o delegado nesta manhã e vamos verificar a possibilidade da apresentação imediata ou até mesmo a revisão da prisão. Fabiano disse apenas que conhecia as meninas e que as abrigou em sua casa. Se isso for crime, ele disse que vai pagar. No entanto, ele nega qualquer extorsão", afirmou o advogado.
O caso
O ex-vereador Robson Martins e o empresário Luciano Roberto Pageu estão presos suspeitos de extorsão. A pessoa que denunciou o esquema foi o vereador Alceu Bueno (PSL), que diz ter sido a vítima da extorsão. Os outros dois envolvidos negam participação no crime.
O advogado Ramon Sobral, que representa Martins e Pageu, diz que ambos ajudavam Alceu Bueno (PSL), que afirma ter sido vítima, a dar fim a extorsões. Na versão de Sobral, o crime foi praticado por outras pessoas.
Martins e Pageu estão presos desde quinta-feira (16), quando houve o flagrante. Conforme disse ao G1 o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca, o inquérito tem 10 dias para conclusão, a contar da data do flagrante. Ainda segundo Lauretto, Bueno relatou à polícia que já havia sido extorquido em R$ 100 mil.
Não é a primeira vez que o ex-vereador Robson tem o nome envolvido com este tipo de crime. Em 2003, ele foi acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes, sendo absolvido em 2005.