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Garras prende envolvidos com roubo de 140 cabeças de gado

29 de abril 2015 - 11h57 Por Redação Douranews
Garras prende envolvidos com roubo de 140 cabeças de gado

O Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) apresentou nesta terça-feira (28) as sete pessoas presas sob suspeita de roubar mais de 140 cabeças de gado em Bandeirantes e,  manter refém por horas, quatro pessoas, três delas da mesma família.

O crime aconteceu na madrugada de domingo (25), na fazenda Sapé, em Bandeirantes, onde os integrantes da associação criminosa chegaram em duas caminhonetes e portando revólveres e pistolas. As vítimas foram ameaçadas de morte, algemadas e colocadas em um quarto escuro, onde foram mantidas reféns por várias horas, enquanto os suspeitos carregaram nove caminhões, com 145 rezes, avaliadas em mais de R$ 260 mil.

O mentor do crime, um homem de 41 anos, contratou os caminhões de uma transportadora e alegou estar em processo de divórcio, motivo pelo qual teria que retirar o gado da propriedade e levar para uma fazenda distante 40 quilômetros do local, pertencente a um produtor rural da região, com quem fez um contrato de arrendamento.

Com o auxílio da Polícia Militar e da Polícia Civil de Bandeirantes, os investigadores do Garras localizaram  o gado, no momento em que as rezes eram remarcadas e prenderam todos os integrantes da associação criminosa responsável pelo roubo .

De acordo com o Garras, para praticar o crime, o bando contou com o apoio de três vigilantes, dois deles funcionários de uma empresa de segurança de Campo Grande, que se passaram por policiais, ajudaram a manter as vítimas reféns e escoltaram os caminhões que transportaram o gado. Pelo serviço, os três receberiam a quantia de R$ 10 mil, sendo que R$ 9 mil foram pagos, com um cheque em nome do mentor do roubo.

O Garras e as Polícias Civil e Militar recuperaram todo o gado roubado e apreenderam os dois veículos utilizados na prática do crime, duas armas e um simulacro de arma de fogo e o cheque no valor de R$ 9 mil, utilizado para pagar os vigilantes, que ajudaram na prática do crime.