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Vítimas de estupro coletivo chora ao saber da morte da amiga

08 de junho 2015 - 17h50 Por Do G1/Douranews
Vítimas de estupro coletivo chora ao saber da morte da amiga

Danielly Rodrigues não resistiu aos ferimentos e morreu no início da noite de domingo (7). Ela sofreu esmagamento do lado direito da face, lesões pelo pescoço e traumatismo torácico. A menina chegou a passar por três cirurgias, mas os médicos não conseguiram evitar as complicações em decorrência das hemorragias.

A amiga de Danielly passou mais de uma semana internada e teve alta no sábado, mas ainda continuará sendo avaliada por médicos e passará por acompanhamento psicológico.

“Na sexta-feira ela fez uma tomografia para ver o traumatism na cabeça e o médico disse que ela está evoluindo muito bem e no outro dia deu alta. Agora ela vai passar por acompanhamento psicológico. Esperamos que se recupere o mais rápido possível desse trauma”, disse o pai.

Ainda segundo ele, a família não pretende voltar a morar em para Castelo do Piauí. “Nós queremos que a justiça seja feita. Vamos seguir em frente e esquecer essa barbárie, o mais rápido possível, mas não pretendemos voltar para a nossa cidade”, enfatizou.

O corpo de Danielly Rodrigues está sendo velado nesta segunda-feira na Igreja Nossa Senhora do Desterro e o enterro está previsto para as 17h.

Outras vítimas

As outras duas adolescentes vítimas do crime que chocou o estado permanecem internadas na unidade de cuidados intermediários do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Segundo o diretor do hospital Gilberto Albuquerque, as duas garotas estão conscientes e há previsão de alta para esta semana.

Todas foram amarradas, agredidas, violentadas sexualmente e arremessadas do alto de um penhasco na cidade de Castelo do Piauí, a 190 km de Teresina. O crime aconteceu no dia 27 de maio.

Investigações
De acordo com as polícias civil e militar, as garotas teriam saído para tirar fotos em um ponto turístico distante alguns quilômetros da zona urbana, quando foram rendidas por cinco pessoas.

Quatro adolescentes suspeitos de participação no crime foram detidos horas após a barbárie. O quinto suspeito, Adão José de Sousa, 40 anos, foi preso dois dias depois pela Polícia Militar quando tentava entrar na cidade de Campo Maior, a 90 km de Teresina.

Atualmente os quatro menores estão recolhidos no Centro de Internação Provisória de Teresina (CEIP). Eles responderão pelos atos infracionais equivalentes aos crimes de tentativa de feminicídio, associação criminosa e, caso comprovada, pela prática de estupro.