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Ex-marido pode ter matado jovem antes de jogar corpo na água

09 de junho 2015 - 19h53 Por Arlindo Florentino/Douranews
Ex-marido pode ter matado jovem antes de jogar corpo na água

Embora o corpo tenha sido encontrado em adiantado estado de decomposição, a polícia ainda aguarda o resultado de exame necroscópico para definir a real causa da morte de Isis Caroline da Silva, de 24 anos. Ela foi encontrada morta nas águas do rio Mutum, na zona rural de Ribas do Rio Pardo, no sábado (6), segundo divulga o jornal Midiamax.

O suspeito, Alex Armindo Anacleto de Souza, afirmou que ela se afogou. Mas, a polícia não descarta a possibilidade de que ela tenha sido morta e posteriormente jogada na água – os investigadores estudam fazer a reconstituição no local para esclarecer detalhes do crime.

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“Que está confirmada a autoria do crime por parte dele não tenho a menor dúvida. Já mantive contato informal com o médico legista, que abordou sobre a dificuldade nos exames pelo estado do corpo, mas vamos aguardar, ainda tenho mais alguns dias para concluir o inquérito”, afirma a delegada Marina Lemos, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Nos depoimentos, Alex alega que não forçou a mulher a sair com ele, nem mesmo foi o responsável por deixar as duas filhas dela trancadas em casa. “Foi ela quem me procurou e marcou um lugar para o encontro. Depois viajamos para Ribas do Rio Pardo, bebemos em um bar e fomos para o rio, onde tudo aconteceu”, diz ele. Alex manteve a versão de que ainda mantinha um relacionamento com Isis. Segundo ele, o caso era mantido em sigilo dos familiares.

Quanto ao que levou ao crime, disse que quando se preparavam para entrar na água, Isis teria ficado de biquíni e ele percebeu algumas manchas no peito dela. “Quando perguntei o que era aquilo, ela me confessou que estava tendo relacionamento com outra pessoa. Fiquei transtornado e com o álcool na cabeça acabamos caindo no rio. Percebi que ela havia perdido os sentidos deixei ela lá, troquei de roupa e voltei para casa. Não tinha a intenção de matar. Foi um acidente”, defende-se.

Apesar dessas declarações, a delegada Marília de Brito afirma que a versão não serve para diminuir a responsabilidade de Alex, que vai responder pelo homicídio. Ele foi preso em Três Lagoas, horas depois de o corpo ter sido achado.