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Vítimas de estupro coletivo se abraçaram e choraram, diz promotor

25 de junho 2015 - 20h30 Por Do G1/Douranews
Vítimas de estupro coletivo se abraçaram e choraram, diz promotor

As três meninas que sobreviveram ao estupro coletivo em Castelo do Piauí se reencontraram pela primeira vez nesta quinta-feira (25), após prestarem depoimento ao juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Teresina, Antônio Lopes. De acordo com o promotor do caso, Cesário Cavalvante, as meninas se emocionaram muito durante o encontro.

Ainda conforme o promotor, as garotas foram ouvidas separadamente e estavam acompanhadas pelos pais na hora dos depoimentos.

“Elas se abraçaram e choraram muito. A menina que ainda está internada e foi liberada pelos médicos para ser ouvida perguntou pela Danielly, mas as amigas não contaram que ela morreu. Inventaram outra história”, contou o representante do Ministério Público que acompanha o caso.

Danielly Rodrigues,  de 17 anos, também foi vítima do crime bárbaro, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia 7. Ela teve esmagamento da face, lesões pelo pescoço e tórax.

Segundo o juiz Antonio Lopes, pelo depoimento das meninas ficou confirmada a participação dos cinco suspeitos, quatro menores e Adão José da Silva Sousa, 40 anos.

“Elas relataram o fato com muita precisão, não há dúvidas da participação do Adão e dos menores no estupro coletivo”, disse o magistrado.

O depoimento das meninas será encaminhado ao juiz da comarca de Castelo do Piauí, Leonardo Brasileiro. "Estamos na fase final do processo e agora vamos só esperar a tese do Ministério Público e as alegações da defesa para encerrar o processo dos menores”, destacou o promotor Cesário Cavalcante.

garotas justica

Uma das garotas ao chegar no Complexo de Defesa e Cidadania

As adolescentes prestaram depoimento durante toda a manhã. Umas delas chegou de cadeira de rodas ao Complexo da Defesa e Cidadania. A única das vítimas, que ainda está internada, foi liberada pela equipe médica do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) para ser ouvida pela Justiça. Ela estava acompanhada da mãe, uma enfermeira e de um médico. As garotas deixaram o local do depoimento por volta do meio-dia. 

Testemunhas ouvidas
Na quarta-feira (24), 19 testemunhas arroladas no processo foram ouvidas no Fórum de Castelo, entre elas três de defesa e 16 de acusação. Enfermeiras, policiais e conselheiros tutelares que atenderam as garotas horas após o crime também foram ouvidas pela Justiça na terça-feira (23).

Para o delegado, as provas técnicas e os depoimentos são suficientes para a condenação de todos os investigados.

Os suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público, que pediu pena de 151 anos para o adulto e aplicação de medida socioedutiva, no Centro Educacional Masculino (CEM), para os garotos. À polícia, Adão José da Silva Sousa negou participação no estupro coletivo.

Os menores estão apreendidos no Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP) em Teresina. Já Adão está preso provisoriamente na Casa de Detenção de Altos, a 38 km da capital piauiense.