O governador do Estado Reinaldo Azambuja disse que seis servidores concursados foram afastados, por determinação judicial, em decorrência da investigação da Polícia Federal que culminou na Operação Lama Asfáltica, deflagrada hoje. Azambuja citou que os funcionários ocupavam cargo de chefia na gestão passada, mas não detalhou quem seriam.
Na ação desencadeada na manhã desta quinta-feira, policias federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão. Reinaldo Azambuja disse que, logo após tomar posse do governo, recebeu denúncia anônima relatando esquema envolvendo pagamento de obras, mas sema citação de nomes de envolvidos.
Esta denúncia foi repassada ao Ministério Público Estadual (MPE) para que tomasse as providências necessárias. Azambuja afirmou que o governo está colaborando para a investigação, colaborando com a Polícia Federal e repassando documentos e informações, sem qualquer restrição. O governo também disse que, em caso de comprovação de dano ao erário, irá pedir ressarcimento aos cofres.
Operação
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.
Ainda conforme a investigação, foram identificadas “vultuosas doações” de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. Segundo apurou a reportagem, trata-se do ex-diretor da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), Edson Giroto. A casa dele, inclusive, é um dos alvos dos 19 mandados de busca e apreensão.