A Justiça de Minas Gerais decretou a apreensão dos bens de ex-administradores e controladores do Banco Rural S.A., em ação ajuizada pelo Ministério Público do estado. O processo faz parte da ação de liquidação extrajudicial, que corre desde 2013, após escândalo do mensalão do PT.
A decisão foi assinada pela juíza da 1ª vara empresarial Patrícia Santos Firmo no último dia 6, e publicada nesta segunda-feira (13). A medida cautelar prevê o arresto [proíbe dispor e usufruir] dos bens para garantir o pagamento do prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão, conforme apurado pela comissão de inquérito instalada pelo Banco Central do Brasil. A decisão prevê, ainda, que os bens sejam entregues ao liquidante da instituição, que é a pessoa resposnável pelo encerramento do banco.
A responsabilidade pelo déficit econômico foi atribuída a ex-administradores e controladores da instituição.
A liquidação extrajudicial tem como objetivo promover a venda dos ativos existentes para pagamento dos credores. Entre os citados no processo, estão a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os ex-dirigentes Vinicius Samarane e José Roberto Salgado, todos condenados no processo do mensalão.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a medida é cautelar e cabe recurso.