A Polícia Civil começou a exumar no fim da manhã desta quinta-feira (16) o corpo do entregador de pizza Rafael Camilo Neris. O objetivo da polícia é comparar o material genético de Rafael colhido na exumação ao encontrado no local do crime.
"Quando fizemos a perícia colhemos materiais genéticos. Então, para estabelecermos uma dinâmica do evento, precisamos recolher material da vítima para fazermos uma comparação a fim de identificarmos o local onde cada um estava", explicou o delegado-titular Marcus Henrique.
Segundo o delegado, os policiais militares que participaram da ação que resultou na morte de Rafael só serão chamados para depor após o recolhimento das provas periciais e novos depoimentos de testemunhas.
Próximo à sepultura de Rafael, no cemitério do Catumbi, no Centro do Rio, uma tábua já estava preparada por volta das 11h para receber o caixão. O material foi recolhido no próprio cemitério.
O representante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, Antônio Pedro Soares, diz que a comissão acompanha a família desde a última semana.
"Estamos aqui para acompanhar a investigação e cobrar soluções", afirmou. A família alega que Rafael foi levado para vários lugares da comunidade antes de ser levado ao Hospital Souza Aguiar, onde morreu.