Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Polícia

Mais de 60 óbitos são declarados por falsos médicos em SP

18 de julho 2015 - 12h22 Por Do G1/Douranews
Mais de 60 óbitos são declarados por falsos médicos em SP

Entre os documentos apreendidos em operação da policia civil em hospitais de três cidades da região de Sorocaba (SP) na última sexta-feira (17), estavam pelo menos 60 declarações de óbito assinadas pelos falsos médicos que utilizavam nomes e registros profissionais de outras profissionais. A informação é da delegada que investiga o caso, Fernanda Ueda, e o material foi recolhido em São Roque (SP).

"Essas declarações foram feitas por quatro pessoas que, em tese, não teriam habilitação. Também não se descarta que eles tenham feito a prática médica e o óbito tenha sido declarado por outro profissional. Existe uma semelhança muito grande entre os médicos falsos com aqueles dos quais eles utilizavam o CRM. Não era só o CRM que eles utilizavam, era também a qualificação do médico verdadeiro, e isso a gente tem que constatar", explica Ueda.

Nesta sexta-feira (17), dezenas de policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nos pronto-atendimentos e Diretorias de Saúde de Mairinque (SP), São Roque e Alumínio (SP). Nos três municípios, foram recolhidos computadores, documentos e prontuários que podem comprovar as atuações irregulares. As prefeituras informaram que também estão analisando todas as fichas de profissionais que atuam na rede municipal a fim de colaborar com as investigações.

Cinco médicos irregulares foram descobertos, mas apenas três já foram identificados. Eles são Pablo do Nascimento Mussolim, que utilizava o CRM e o nome de Pablo Galvão, médico do Rio Grande do Norte, Natani Thaisse de Oliveira, que trabalhava com os documentos de Natalia Oliveira, cuja localização ainda não foi confirmada pela polícia, e outra mulher identificada apenas como Vilca, que utilizava o CRM de Cibele Lemos, profissional que trabalha no extremo norte do estado. A polícia ainda não passou os nomes dos outros dois suspeitos.

A Innovaa, prestadora de serviços responsável pelas contratações dos médicos, emitiu uma nota sobre o caso. De acordo com o comunicado, as admissões foram feitas com base na apresentação dos documentos pessoais e do registro do profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM) e, no caso dos médicos irregulares, todos os documentos apresentados condiziam com profissionais médicos registrados no CRM. Segundo a empresa, a falsificação desses documentos não foi detectada, inclusive porque as fotos dos profissionais só passaram a aparecer no site do Cremesp no dia 6 de julho.