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Jovens mataram comparsa porque ele os delatou, diz delegado

20 de julho 2015 - 18h17 Por Do G1/Douranews
Jovens mataram comparsa porque ele os delatou, diz delegado

Os três adolescentes que dividiam o alojamento com Gleison Vieira da Silva, 17 anos, que foi espancado até a morte, assumiram a autoria do ato infracional e relataram que mataram o jovem, pois ele entregou para a polícia os nomes dos envolvidos no estupro coletivo em Castelo do Piauí, em maio deste ano. O espancamento ocorreu na quinta-feira (16) dentro da cela do Centro Educacional Masculino (CEM) em Teresina.

“Um dos adolescentes disse que foi apenas uma discussão que terminou na morte do Gleison, já os outros dois narram que a intenção era realmente matar o delator.Os adolescentes afirmam que assassinaram Gleison porque ele teria dito para a polícia que eles participaram do estupro coletivo sem terem envolvimento com o caso”, afirmou a titular da delegacia do Menor Infrator em Teresina, Thais Paz,.

Ainda segundo a delegada, um novo inquérito será aberto e novas testemunhas serão ouvidas.

Vistoria no CEM 
Na manhã desta segunda-feira (20) uma comissão da Ordem dos Advogados realizou uma vistoria no Centro Educacional Masculino (CEM). O presidente da Associação dos Advogados Criminalista Paulo Afonso Alves, declarou que o governador deve conseguir outro lugar para abrigar os menores.  

"O CEM não tem condição de internar e de continuar como está porque outros menores podem morrer aqui. O governador tem que imediatamente resolver esta situação, procurar outro local para internação", declarou.

Segundo ele, atualmente o Centro Educacional Masculino abriga atualmente 83 internos, 20 a mais do que sua capacidade.

Vazam fotos
O gerente de internação do Centro Educacional Masculino (CEM), Herberth Neves, declarou que vai abrir uma sindicância para identificar os responsáveis pelo vazamento das imagens Gleison Vieira da Silva, 17 anos, por companheiros de cela.

As imagens, que mostram o corpo ferido e o rosto de Gleison Vieira desfigurado, foram compartilhadas nas redes sociais. Herberth Neves quer saber se houve negligência por parte dos policiais ou educadores de plantão com relação a divulgação das fotos do garoto.