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PF investiga vereadores de CG em esquema corrupto

25 de julho 2015 - 13h18 Por Redação Douranews
PF investiga vereadores de CG em esquema corrupto

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), figura como possível integrante do esquema para viabilizar a cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP). Conforme a Polícia Federal pode interceptar em escutas telefônicas.

Mario Cesar teve diálogos telefônicos com João Amorim negociando “outro cafézinho”, segundo a Polícia Federal, essa referência é utilizada como sinônimo de propina. Há dois dias não se tem contato com o presidente da Câmara de Vereadores da Capital, visto que o celular esta desligado, segundo informações, o presidente e Gilmar Cruz estariam fora da Capital.

O vereador Paulo Pedra foi citado em gravações como um dos que não concordaria com o esquema. Pedra não tinha papel definido na gestão de Alcides Bernal, ora base, ora oposição, pouco antes da cassação de Bernal, se tornou defensor do prefeito, depois de emplacar cargo na administração do cassado. O vereador fez parte do grupo de seis vereadores que eram contrários a cassação de Bernal. Pedra classifica o feito como “espaço político republicano”.

Por outro lado o vereador Shimabukuro, conforme conversas interceptadas indicavam que ele votaria favorável à cassação, visto que não conseguiu 60 cargos na Agetran. “O Japonês, como divulgado na interceptação (supostamente Shimabukuro) pediu 60 nomeações, mas só saiu 3” . O petebista foi contemplado somente com a indicação do diretor-presidente da autarquia na época, Jean Saliba. Mas votou contrário à Bernal, exatamente como mostravam as escutas. 

Veja trechos da conversa:

SEGUNDO DIALOGO-001