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Acusado de estupro diz que relação era consensual

29 de agosto 2015 - 14h00 Por Geisy Garnes/Douranews
Acusado de estupro diz que relação era consensual

Fabio Manoel Rodrigues, de 35 anos, preso na manhã do dia 22 de agosto depois de ser flagrado em uma motocicleta, acompanhado de uma menina de 13 anos e transportando uma televisão de 32 polegadas, confessou à polícia que mantinha um relacionamento com a jovem desde o começo do ano.

Para o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), o homem disse que ele e a menina estão juntos há oito meses. “Ele é irmão do padrasto da menina e também já teve relacionamento com a irmã da jovem”, lembra o delegado.

Em poucos dias o inquérito deve ser encaminhado para o Judiciário, que segundo Lauretto, é quem decidirá se o fato da relação ser consensual reduzirá, ou não, a pena.

Caso

Por volta das 6 horas, Fabio flagrado por uma equipe da GCM (Guarda Civil Municipal) na Rua Souto Maior. Ele estava em uma motocicleta CG Fan, preta, placa DNX-2540, de Campo Grande (MS) com a menina na garupa e, entre os dois, a televisão.

Ao receber ordem de parada o motociclista iniciou fuga e atravessou vários cruzamentos sem parar. A equipe da GCM conseguiu fazer a abordagem e o suspeito afirmou que estava sem documentos, inclusive da motocicleta, e que se chamava Fabio Manoel Rodrigues. Além da TV, foi verificado que ele estava com uma garrafa de conhaque, que foi apreendida.

Em conversa com a menina, ela revelou que estava em um motel com Fabio, onde mantiveram relações sexuais, e que depois ele furtou a televisão do quarto.

Os dois foram encaminhados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, onde foi constatado que Fabio não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Ele ainda disse que comprou a motocicleta em uma boca de fumo, na região central da cidade.

Fabio foi preso e autuado por cinco crimes, corrupção de menores; falta de permissão ou habilitação para dirigir; vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou a adolescente, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica; furto qualificado com abuso de confiança e estupro de vulnerável.