A segunda fase da Operação Tekoha, desencadeada sexta-feira (4) pela PF (Polícia Federal) para combater o tráfico de drogas nas aldeias de Dourados, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal, mas não efetuou nenhuma prisão, conforme balanço divulgado pelas autoridades.
O delegado Marcellos Henrique de Araújo, que comandou a operação pela PF, disse que os resultados da ação “foram mais pedagógicos”, diante das quantidades de drogas encontradas, que caracterizou a posse do entorpecente mais para uso pessoal. “O volume apreendido é insuficiente para caracterizar o tráfico”, disse o policial.
Durante as buscas, feitas em residências e estabelecimentos comerciais, os policiais dividiram a área da Reserva Indígena, com 3.600 hectares de extensão, em nove regiões. A operação envolveu 77 agentes federais e 20 policiais militares. Também foram utilizados cinco cães farejadores, sendo quatro da PF e um do canil da PM (Polícia Militar) de Dourados.
Ao apresentar um balanço da operação, a Federal mostrou quantidades de maconha e crack apreendidos, mas nenhuma pessoa foi presa por tráfico. Um morador da Reserva foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma. Com ele os policiais encontraram uma espingarda calibre 36 e três munições. Uma arma tipo garrucha calibre 32, geralmente usada para caça, também foi apreendida durante a operação com outro indígena.
O delegado Marcellos Araújo – que participou de Coletiva de imprensa no final da manhã de sexta-feira, juntamente com o delegado Leonardo de Souza, chefe da PF em Dourados, admitiu a dificuldade em fazer prisões pelo fato de a comercialização de drogas na reserva ser feita através do chamado “tráfico formiguinha”, conforme reproduziu o jornal Campo Grande News.