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Repórter compra arma no Paraguai e leva pro Rio, de ônibus

13 de setembro 2015 - 13h30 Por Redação Douranews
Repórter compra arma no Paraguai e leva pro Rio, de ônibus

Bastou uma hora e 40 minutos para entrar no Paraguai e atravessar de volta, para o Brasil, com uma réplica do fuzil M16, modelo semelhante ao usado pela Polícia Civil do Rio, montada, com 66,2 centímetros e 2,24 quilos, dentro de uma sacola de lona que denuncia o volume. A equipe do jornal O Globo não foi revistada, ou sequer parada pelas polícias paraguaia e brasileira ou pela Receita. Nem na fronteira, nem nos 1.700 quilômetros percorridos até o Rio.

Na chegada a Ciudad del Este, o mercado negro de venda de armamentos, de qualquer calibre, é anunciado pelas ruas à luz do dia. Camelôs que ocupam as calçadas vendendo todos os tipos de bugigangas dão dicas sobre onde comprar de pistolas a fuzis. Um deles, com material de caça e pesca, me fez uma oferta, sem rodeios: “Se quiser arma de verdade, te levo numa loja com pistola a R$ 400. Fuzis, negociamos lá".

Para comprar uma cópia, que seria usada para testar a eficiência da fiscalização na fronteira, a equipe viajou quinta-feira (10), às 14h10, num ônibus regular, de Foz do Iguaçu, no Paraná, para Ciudad del Este, no Paraguai, cujo bilhete custou R$ 5. Antes de desembarcar na cidade paraguaia, o veículo passou pela Ponte da Amizade.