O HC (habeas corpus) concedido ao ex-deputado federal, ex-secretário de Obras de Mato Grosso do Sul e ex-assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, e à ex-diretora-presidente da Agesul, Maria Wilma Casanova Rosa, foi revogado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A decisão saiu na noite de quarta-feira (11), segundo o advogado de defesa dos dois, José Valeriano de Souza Fontoura.
Os mandados de prisão de Giroto e Maria Wilma e outros sete investigados na operação Lama Asfáltica foram decretados pelo juiz Carlos Alberto Garcete, na noite de segunda-feira (9) e cumpridos na terça-feira (10) pela Polícia Civil. De acordo com o juiz, a prisão temporária de cinco dias dos representados é fundamental para a conclusão das investigações da operação Lama Asfáltica.
Com a revogação, Giroto e Maria Wilma podem ser presos novamente. Continuam presos desde a terça-feira (10) Átila Garcia Gomes Tiago de Souza, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares, Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Elza Cristina Araújo dos Santos, sendo que esta última teve pedido de prisão domiciliar aceito pela Justiça por estar em gravidez de risco.
O Ministério Público Estadual pediu as prisões por causa do contrato com a empresa Proteco para recuperar a MS 228, a Estrada Park do Pantanal, numa extensão de 42 quilômetros. Deveria fazer o revestimento e implantação de dispositivos de drenagens, conforme publica o G1.