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Ex-vereador é acusado de tentar linchar homossexual

28 de dezembro 2015 - 20h33 Por Redação Douranews
Ex-vereador é acusado de tentar linchar homossexual Homossexual Giva Morel relatou, na delegacia, que sofreu espancamento — Fotos: Divulgação/WhatsApp

O homossexual Giva Morel Sena, de 23 anos, registrou BO (Boletim de Ocorrência) 4503/2015, onde relata ter sido vítima de agressões e até de ameaça de ‘linchamento’ no final da madrugada de sexta-feira (25) em um terreno baldio nas proximidades da escola Menodora Fialho de Figueiredo, no centro da cidade. Giva aponta o ex-vereador Daniel Vieira Noia, de 87 anos e o filho dele, Carlos Menezes Noia, de 51, de o terem abordado com acusações de que teria furtado a casa da família, na avenida Weimar Torres, próximo da escola. 

A vítima relatou que passou pelo terreno, por volta das 4h30 da madrugada de sexta-feira, porque estava ‘ficando’ com um rapaz de nome ‘Vanderson’, e que havia marcado o encontro no local. Como o outro homem não chegou, ela estava deixando a área e foi abordada por Carlos, armado com um revolver que apontou para a testa da vítima dizendo que “se não dissesse onde estava os outros comparsas iria morrer com um tiro na testa e o corpo seria jogado no rio Dourados”, conforme relatou no boletim registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.

giva ferido

Vítima exibe marcas de ferimentos na cabeça, pescoço e no rosto

Giva disse ainda, segundo o BO registrado no final da manhã de sexta-feira, que foi arrastado pelo chão, teve os cabelos puxados e foi agredida com chutes no rosto, costas, braços e pernas com pedaços de pau, desferidos pelo ex-vereador Daniel Noia. Relatou que “como não soube informar quem seriam os demais envolvidos na denúncia, acabou sofrendo linchamento, sem saber o que estava acontecendo”, porque não tinha conhecimento de nenhum assalto ou furto praticado contra a casa dos agressores.

O delegado Marcelo Batistela, da Depac, registrou a ocorrência e determinou que fossem realizadas diligências no sentido de apurar responsabilidades dos agressores e eventuais implicações delituosas da vítima no episódio. A Polícia vai apurar, ainda, a representação criminal feita pela vítima contra os agressores, uma vez, que, segundo o registro da ocorrência, foi chamada de ‘viado’, ‘gay’, ‘imundícia’ e ‘bandido’. Um dos agressores teria dito, inclusive, segundo Giva Morel, que “viado tem que morrer”.