A Polícia Civil investiga se outras pessoas teriam participado dos rituais de magia negra em que o menino de 4 anos era torturado pelos tios-avós em Campo Grande. A informação foi repassada pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
"Faz parte desta investigação, não podemos adiantar nada nesse sentido ainda, até mesmo porque temos uma semana inteira ainda de investigação e estamos dando prioridade para esse caso [...] Não me lembro de ter vivenciado nada como isso [...] Não são situações corriqueiras", afirmou Lauretto, que tem até sexta-feira (4) para encaminhar o inquérito ao poder judiciário.
Estão presos o tio-avô e a esposa dele, que tinham a guarda judicial do menino. Eles confessaram o crime alegando que agiam sob influência de uma entidade espiritual e também afirmaram que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra.
Os nomes dos tios-avós que tinham a guarda não foram divulgados para garantir os direitos de proteção da criança. O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da criança. Ele foi preso em Aquidauana e disse que assistia às agressões.
Além dos três presos, foram ouvidos a avó materna adotiva - mãe da suspeita -, as duas filhas biológicas do casal suspeito e a criança torturada.
Lauretto disse ao G1 que o menino "estava muito traumatizado, assustado e estava sob efeito de medicamento" quando foi ouvido por psicólogos no hospital, por isso, não foi considerado depoimento. As duas filhas do casal afirmaram para a polícia que o menino era "super apegado" com a suspeita mãe delas, segundo publica o G1.