A mulher de 60 anos apontada como responsável por organizar os rituais de magia negra em que um menino de 4 anos era torturado, em Campo Grande, disse na tarde desta terça-feira (1) que se sente injustiçada. Ela foi presa em Aquidauana e chegou por volta das 15h30 à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) da capital, escoltada por policiais militares.
Apontada como avó adotiva do menino, mulher é a quarta pessoa presa suspeita de participação no crime. Ela chegou algemada à delegacia, negou as acusações e disse à imprensa que é evangélica. Além dela, um rapaz de 18 anos, primo da criança, e o casal de tios-avós, que tinham a guarda judicial do menino, estão presos. Entre os presos está a mulher de 31 anos que é filha da idosa e, em razão disso, é considerada avó adotiva da criança.
Desde a semana passada, quando o menino foi internado com múltiplas lesões e ferimentos graves, ela nega que sabia ou tenha participado das sessões de violência. Ao contrário dela, os outros três presos confessaram as agressões ao menino.