A segunda fase da operação Lama Asfáltica, deflagrada nesta terça-feira (dia 10) pela PF (Polícia Federal) prendeu empresários, políticos e servidores. Uma equipe da PF foi, inclusive, ao apartamento do ex-governador André Puccinelli (PMDB) enquanto outra equipe fechou a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Dos dois locais foram levados só papéis.
A lista de presos, divulgada pela Federal, é formada pelo empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos (dono da Proteco Construções Ltda), Elza Cristina Araújo dos Santos (secretária e sócia de Amorim), e das filhas de Amorim, Renata, Ana Paula e Ana Lúcia.
Também foram presos o ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal Edson Giroto, a mulher dele, Rachel Rosa; Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, servidor da Agesul e ex-deputado estadual e a filha dele, Mariane Mariano, além de Ana Cristina Pereira da Silva, André Luiz Cance (ex-secretário adjunto da Secretaria estadual de Fazenda), e o empresário Flávio Henrique Garcia (empresário).
Ainda, na lista da PF, constam as prisões de Evaldo Furrer Matos, Maria Vilma Casanova, (ex-presidente da Agesul) e de Hélio Yudi Komiyama (servidor da Agesul) e braço-direito de Giroto durante o Governo passado.
As prisões têm validade de cinco dias e podem ser prorrogadas ou transformadas em preventiva. Conforme a Polícia Federal, a superintendência não tem capacidade para abrigar os presos, que serão distribuídos para o sistema penitenciário estadual, conforme divulgou o Campo Grande News.
Nesta segunda fase, batizada de Fazendas de Lama, foram 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados. Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Rio Negro, Curitiba (PR), Maringá (PR) Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP).