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Índios fazem PMs reféns e retém armas em conflito

14 de junho 2016 - 16h15 Por Redação Douranews
Índios fazem PMs reféns e retém armas em conflito Policial militar que foi feito refém foi liberado no meio da tarde com marcas de agressões — Foto: Divulgação

Os três policiais militares que teriam sido feitos reféns por índios na área de conflito em Caarapó foram libertados no meio da tarde, mas, as forças de segurança pública que incluem PRF (Polícia Rodoviária Federal), PF (Polícia Federal) e PM (Polícia Militar) se mantém na área do município de Caarapó para intermediar o conflito gerado e que teve um saldo de seis indígenas feridos e um morto na manhã desta terça-feira (14) na aldeia Te’Ý-Kuê que faz divisa com a fazenda Yvu, ocupada desde domingo (12) por indígenas.

Segundo o comando da PM de Caarapó, um cabo e dois soldados chegaram a ser agredidos durante o período em que foram mantidos reféns por índios. Os militares haviam entrado na aldeia pela manhã em apoio ao Corpo de Bombeiros e demais socorristas que resgatavam indígenas baleados durante confronto com ruralistas na fazenda Yvu. Os índios foram atendidos pelo Hospital Beneficente São Mateus, que recebeu oito baleados, entre eles uma criança.

Um homem identificado como Clodiodo Aguileu Rodrigues de Souza, de 20 anos, morreu. Três das vítimas foram transferidas para o Hospital da Vida, em Dourados, devido à gravidade dos ferimentos. Os outros quatro também devem mudar de hospital, segundo púbica o jornal Caaraponews.

A fazenda Yvu era de propriedade de Sylvio Mendes Amado, que já faleceu. Atualmente, está no nome do marido de uma filha dele, um pecuarista de 54 anos que mora em Campo Grande. Mas, conforme o jornal apurou, seria um filho dele o responsável por cuidar da propriedade, que foi invadida por guaranis kaiowá no domingo. Os indígenas alegam ser donos da terra, que teria passado por processo de demarcação em 2015.

Produtores rurais de Caarapó confirmaram que nesta manhã um grupo de fazendeiros com aproximadamente 300 pessoas foi até a propriedade com o objetivo de reavê-la. Eles garantem ter conseguido o que pretendiam, mas negam a ocorrência de um confronto. O clima ficou tenso na região da aldeia depois da notícia do confronto. As estradas vicinais foram fechadas por índios revoltados com a situação. Os policiais feitos reféns foram liberados com ferimentos. As armas deles, incluindo pistolas e uma escopeta calibre 12, ficaram em poder dos índios.