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Ministério da Justiça prorroga por 30 dias Força Nacional em Caarapó

29 de julho 2016 - 13h13 Por Redação Douranews
Ministério da Justiça prorroga por 30 dias Força Nacional em Caarapó Força Nacional está há mais de 40 dias para reforçar a segurança em Caarapó — Foto: Gabriela Pavão/G1 MS

O Ministério da Justiça prorrogou por mais 30 dias a permanência da Força Nacional em Caarapó, conforme foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). A segurança foi reforçada desde o dia 16 de junho quando um índio morreu e outros seis ficaram feridos durante confronto com fazendeiros. O ministro da Defesa, Alexandre de Moraes, disse que a Força Nacional vai permanecer no município durante o tempo necessário. “Eles ficam até quando a situação se acalmar”, disse o ministro ao G1 na semana passada.

A prorrogação foi solicitada pelo governo do estado no último dia 14 de julho, em caráter de urgência. Na área onde ocorreu o confronto, a Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá, a Funai (Fundação Nacional do Índio) considerou tradicionalmente ocupada e disse estar em estudo para regularização fundiária, conforme publicou o G1.

Conflito

O agente de saúde indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, foi morto com tiro durante confronto entre índios e fazendeiros, no dia 14 de junho na Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá. Na época, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) disse no Facebook que homens armados chegaram em 60 camionetes e atiraram em cerca de mil indígenas, incluindo quatro agentes de saúde indígena, que estavam reunidos no território perto da aldeia Te' Ýikuê. A Funai também afirma que os índios foram atacados.

 

Após o confronto, militares acabaram rendidos pelos indígenas por duas horas após o pneu da viatura furar. Eles tiveram as armas de fogo e coletes tomados, a viatura queimada e três sofreram ferimentos leves. "Os policiais não esperavam esse tipo de situação de quem eles foram ajudar. Apanharam com pedaço de pau. Algemaram eles com as próprias algemas", afirma o comandante da PM (Polícia Militar) de Dourados, tenente-coronel Carlos Silva. Em nota, a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ABSSMS), seccional Dourados, repudiou "as ações de extrema violência contra a integridade física de policiais militares".