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Nova fuga de presidiários da Máxima de Campo Grande

19 de agosto 2016 - 18h21 Por Redação Douranews
Nova fuga de presidiários da Máxima de Campo Grande Eles fugiram utilizando uma corda artesanal, conhecida como Tereza — Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Dois internos fugiram do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”, conhecido como “Máxima” de Campo Grande, depois de serrarem as grades das celas na madrugada de hoje (19). Bruno Quadro Neves e Erickson Patrick de Oliveira Tinta ainda pularam  muro de seis metros para escaparem do presídio. Eles ainda não foram encontrados pela polícia.

Em nota, a A presidência da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que os criminosos  “estavam alojados na cela 116, da ala B, do pavilhão 1, de onde saíram após serrarem as grades e cortarem o alambrado” Ainda segundo a Agepen, eles usaram corda artesanal para escalar a muralha. “A cela foi isolada para perícia e execução dos reparos necessários”.

Erickson e Bruno cumpriam pena por roubo, sendo que o segundo era foragido do presídio de Santarém (PA) e responde por 17 casos de roubo a banco.

O diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ailton Stropa, explicou que sindicância será aberta para identificar o que realmente ocorreu.  “Temos dificuldades insuperáveis como nos dias de visita, com cerca de mil possibilidades de burlar a segurança e pessoas que jogam coisas em cima do muro”, pontuou.

Stropa disse ainda que existem 100 câmeras de monitoramento na Máxima, onde rotineiramente são realizadas operações pente-fino para evitar a situação e alertou para a superlotação do presídio e insuficiência de agentes penitenciários.

Conforme ele, a Máxima está operando com lotação quatro vezes maios que a capacidade. Hoje, são 2450 detentos para 642 vagas. Ele deixou claro também que muitos agentes estão trabalhando com horas-extras enquanto aguardam seleção do concurso que deve nomear 438 novos agentes.

Sobre o pacto interestadual de segurança pública integrada assinado por dez estados, nesta sexta-feira (19), ele disse que “com esse pacto também estaria envolvida verba de desenvolvimento da União para que seja realocada para o sistema prisional”. A ideia é que Governo Federal, e não o Estado, arque com as despesas de presos envolvidos com o tráfico de drogas e que compõe a maior parte da massa carcerária.