Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Polícia

Polícia acredita que outros empresários participaram da fraude contra o BRB

06 de outubro 2016 - 20h25 Por Redação Douranews
Polícia acredita que outros empresários participaram da fraude contra o BRB Fernando Cesar é o chefe da investigação: diligências em Goiânia — Foto: Divulgação

As investigações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil do Distrito Federal apontam que mais empresários do Gama estão envolvidos no esquema milionário de fraudes contra o Banco de Brasília (BRB). Os agentes da Operação Revés trabalham na identificação de outros suspeitos da trama que causou um prejuízo estimado de R$ 3,5 milhões à instituição. Segundo o delegado-chefe da DRF, Fernando Cesar Costa, até a próxima semana novas prisões devem ser decretadas. A polícia não descarta a hipótese de o dinheiro ter sido enviado para fora do país.

Os investigadores fizeram diligências ontem em Goiânia para prender mais um envolvido. Até agora, são 37 mandados de prisão expedidos pela Justiça — 23 foram cumpridos. Responsável pelas investigações, Fernando Cesar informou que a polícia analisa o caminho do dinheiro. “Estamos trabalhando para identificar outros empresários que também utilizavam o esquema. São redes de lojas do Gama. A gente espera ter outras prisões decretadas na próxima semana”, publicou o Correio Braziliense
 
Continuam presos Ramon Carvalho Maurício, proprietário do correspondente bancário do BRB onde ocorria a fraude; e o empresário e candidato a deputado distrital nas eleições de 2014, pelo PPS, Luiz Carlos dos Reis, conhecido como “Iti”. O advogado de Luiz Carlos, João Rodrigues Neto, disse ao Correio que pediu o relaxamento da prisão temporária. De acordo com o defensor, Luiz Carlos assumiu, em depoimento à Polícia Civil, a participação no esquema.
O empresário contou que era responsável por emitir boletos para Ramon quitá-los. “O Luiz Carlos assumiu a responsabilidade, reconheceu o erro e vai pagar na forma da lei. Achei bonita a conduta dele; por isso, a prisão deve ser relaxada”, avaliou. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Ramon.
 
O PPS, pelo qual Iti se candidatou na última votação, informou que a atitude do candidato não condiz com os valores da legenda. “Ele veio em uma leva quando se fundou o partido. Nem tem vida orgânica. Se ainda estiver filiado, vamos expulsá-lo imediatamente”, disse o presidente do PPS no DF, Chico Andrade.
 
Por meio de nota, o BRB informou que o alto valor das transações realizadas no posto de atendimento do Gama chamou a atenção da área de correspondentes e de segurança da instituição. Por isso, o banco comunicou a polícia sobre a suspeita. “Diversas ações foram realizadas para que o BRB tivesse o atual modelo de controle, que permite identificar ações como esta e tomar providências em tempo”.