Ao contrário de como identificou-se enquanto era socorrido, Luan, na verdade, chamava-se Domingos Henrique Vital da Silva e tinha 18 anos. Ele morreu na madrugada de terça-feira (14) depois de levar 14 golpes de facão, em conveniência de posto de combustíveis, que fica no cruzamento entre as ruas Calógeras e 26 de agosto, no Centro da Capital.
De acordo a polícia, o jovem que tinha quase 100 passagens por envolvimento em crimes - a maioria por furto, estava desaparecido desde o dia 1º deste mês.
Em entrevista à reportagem, a delegada Daniela Kades, da 1ª delegacia de Polícia Civil, onde o crime é investigado, comentou que Domingos era de Coxim. No entanto, cumpriu medida socioeducativa em Unidade de internação Educacional (Unei) da Capital e, desde que foi liberado, em dezembro, morava com tio ainda na cidade.
“O tio foi interrogado e disse que Domingos tinha se comprometido a mudar de vida. Estava matriculado em escola, mas desde o dia 1º, quando saiu para a aula, não voltou mais para casa. Ele acreditava que o sobrinho estivesse morando na rua”, comentou a autoridade policial.
Assassinato
Domingos foi assassinado depois de, supostamente, envolver-se em briga na Rua Sete de Setembro e tentar se refugiar dentro da conveniência do posto de combustíveis. Porém, foi perseguido por dois outros homens e atacado com 14 golpes de facão, cinco deles nas costas.
Os autores fugiram e ainda não foram identificados. “Não tenho suspeita de autoria. Sobre a briga que a vítima teria se envolvido, nada foi confirmado. Mas, estamos trabalhando para esclarecer o crime”, garantiu a delegada Kades.