Irmãs tiveram corpos decapitados e carbonizados — Reprodução
Presos há quase um mês durante operação da Divisão de Narcóticos da Polícia Nacional do Paraguai, em Pedro Juan Caballero, Rogério de Souza, Luciano Figueiredo, Rafael Lopez Franco, Fábio Acosta de Jesus foram indiciados na terça-feira (11) pelo sequestro, tortura e decapitação das irmãs Adriana Aguayo Baez de 28 anos e Fabiana Aguayo Baez de 23 anos, assassinadas no dia 8 de junho.
De acordo com o site Porã News, os suspeitos foram apontados pela polícia paraguaia como integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Além disso, a polícia identificou que ambos haviam escapado da prisão no Estado do Paraná.
Foi levantado a possibilidade dos indiciados terem participado do roubo à carro forte ocorrido em Amambai no dia 6 de junho, dois dias antes do homicídio das irmãs.
Fábio Peró, delegado titular da Garras (Delegacia Especializada a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), disse que até o momento não há comprovação da ligação dos presos com o assalto do carro forte. “Estou em contato com o delegado de Ponta Porã para apurar, mas até agora não tem nada de concreto”.
Homicídio na fronteira
Adriana e Fabiana foram sequestradas por indivíduos encapuzados, o principal suspeito de ser mandante do crime é ex-marido de uma das vítimas. Os assassinos chegaram à residência das irmãs em uma caminhonete branca, atiraram no cachorro com uma pistola .9 mm e as sequestraram.
Os corpos foram encontrados pela polícia dentro de caminhonete, carbonizada e sem as cabeças. Machado e uma motosserra que teriam sido usados durante a execução também foram encontrados no local.
Segundo informações, Juliano Pereira de 39 anos, ex-marido de Fabiana Baez, que está preso na Capital, não aceitava o fim do relacionamento e teria ameaçado de morte.