Carolina Albuquerque estava em Fox e foi atingida por caminhonete a mais de 100 km/h na Avenida Afonso Pena — Reprodução/ Facebook
O inquérito sobre a conclusão da investigação de acidente de trânsito que matou a bacharel em Direito Carolina Albuquerque Machado, que tinha 24 anos, vai demorar mais 30 dias para ser encerrado. O delegado do caso, Geraldo Marin, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, explicou hoje à tarde que será preciso realizar mais diligências a pedido da Justiça Estadual.
Na madrugada de 2 de novembro, a bacharel furou sinal vermelho na Avenida Afonso Pena para atravessar a via e João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, acadêmico de Medicina, transitava com sua caminhonete Frontier a mais de 100 km/h. Ele atingiu o carro dela, onde estava também o filho de Carolina, de 3 anos. A jovem morreu no local. O motorista do utilitário fugiu do local.
Laudo da perícia já indicou que Carolina passou no sinal vermelho e que também João Pedro transitava a mais de 100 km/h. Contudo, há mais trabalho da perícia criminal para ser entregue ao delegado. Entre os laudos estão o de exames feitos nos celulares apreendidos.
"O juiz pediu mais diligências, já que tanto eu, quanto a defesa pedimos a quebra de sigilo do autor e da vítima. Também estamos esperando laudos dos exames feitos nos celulares apreendidos", explicou o delegado.
A quebra do sigilo telefônico, bancário e virtual foi solicitada pela Polícia Civil para tentar comprovar que o estudante de Medicina tinha bebido antes do acidente.
"Precisamos confirmar onde ele estava, com quem conversou e se fez uso do cartão para comprar bebida, por exemplo, isso vai ajudar a desvendar algumas situações", disse Marin em 21 de novembro.
Acidente
Conforme divulgado pelo Portal Correio do Estado, o Batalhão de Trânsito de Polícia Militar informou que a caminhonete Nissan Frontier conduzida pelo autor trafegava a cerca de 160 quilômetros por hora na Avenida Afonso Pena. Em razão da alta velocidade, não foi capaz de desviar do veículo Fox ocupado por Carolina e o filho de três anos.
Já era mais de meia-noite e a mulher havia furado o sinal para acessar a Avenida Paulo Coelho Machado, no Bairro Chácara Cachoeira.
Com o impacto, o Fox foi arremessado por cerca de 110 metros. Carolina não resistiu e morreu no local. O filho dela, de três anos, e o irmão do condutor da caminhonete, João Victor Miranda Jorge, 21, foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, mas sem ferimentos graves.
No local, testemunhas relataram que João Pedro desceu da caminhonete embriagado, falou ao celular e disse que havia sido orientado pelo pai a fugir às pressas, para que não fosse autuado em flagrante. Ele ainda não foi apresentado.
O irmão dele relatou que ambos saíram na Frontier para passear nos altos da Afonso Pena e encontrar amigos. Ele alegou que todos os sinais estavam verdes, mas que não tinha noção da velocidade em que estavam se deslocando.