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Após disputas judiciais, Pavão deve chegar ainda nesta quinta ao Brasil

28 de dezembro 2017 - 11h22 Por Redação Douranews
Após disputas judiciais, Pavão deve chegar ainda nesta quinta ao Brasil De colete preto e capacete, Pavão chega ao aeroporto de Assunção para extradição — Divulgação/SenadPress

O narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão, de 49 anos, está sendo, enfim, extraditado do Paraguai para o Brasil, depois de vários embates jurídicos. Ele chegou às 6 horas da manhã desta quinta-feira (28) ao aeroporto de Luque, próximo a Assunção, capital do Paraguai, para ser extraditado ao Brasil, onde vai cumprir os 17 anos de prisão que lhe restam da última condenação.

Conforme o jornal ABC Color, de Assunção, ele deve ser levado para a cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, após uma série de decisões judiciais, que vetavam e liberavam a extradição. O embarque está previsto ainda para esta quinta, em avião da PF (Polícia Federal).

Mesmo preso no Paraguai, Pavão continuava sendo um dos principais fornecedores de maconha e cocaína para o Brasil, segundo a denúncia feita em um documento encaminhado pela Justiça do Rio Grande do Sul para a Justiça paraguaia. De acordo com o relatório, 850 quilos de cocaína e 420 quilos de maconha retidos em 12 apreensões feitas nos últimos meses tiveram Jarvis Pavão como responsável pelo envio ao território brasileiro.

Ainda segundo o documento, Pavão comandava o narcotráfico da cela luxuosa que tinha construído no presídio de Tacumbu e continuava fazendo o mesmo do quartel de um grupo de elite da Polícia Nacional, para onde foi levado em julho do ano passado, conforme reproduz o jornal Campo Grande News.

Risco de vida

Um uma apelação judicial feita pelo advogado de Javis Pavão na noite desta quarta-feira (27), o jurista afirma que o narcotraficante corre risco de vida se for extraditado ao Brasil. Jarvis não teve sequer a apelação recebida pela Justiça paraguaia, segundo informações publicadas pelo jornal ABC Color.

O recurso contra o juiz Lici Sánchez chegou ao Gabinete de Atenção Permanente do Judiciário, protocolado pelo advogado Christian Colmán. Ele teria ficado revoltado com a negativa. "Uma família está sendo destruída", afirma Colmán ao jornal paraguaio, ao reclamar da decisão. Ele também diz que não sabe por quanto tempo Jarvis conseguirá durar em presídios brasileiros, de acordo com a publicação.