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Polícia

Condenado que matou hóspede em hotel da Capital aguarda vaga para ser transferido

05 de janeiro 2018 - 14h17 Por Renan Nucci/CE
Condenado que matou hóspede em hotel da Capital aguarda vaga para ser transferido Lutador durante julgamento — Valdenir Rezende

Condenado a 10 anos de prisão pelo assassinato de hóspede em hotel, o lutador Rafael Martinelli de Queiroz solicitou transferência para presídio em Araçatuba (SP), município onde residem a esposa, o filho pequeno e outros familiares. Atualmente recluso no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), depende da abertura de vaga para concretizar a mudança.

Não é a primeira vez que, por meio da Defensoria Pública, Rafael aciona a Vara de Execuções Penais da Capital solicitando transferência. O primeiro pedido foi feito em 4 de julho. "Há tempos a família do reeducando tem encontrado dificuldades para prestar-lhe auxílio, uma vez que não tem condições econômicas que permita arcar com os custos de locomoção até esta comarca e visitá-lo com regularidade", manifesta a defensoria.

Recentemente, o Ministério Público Estadual reiterou posicionamento favorável ao lutador e solicitou levantamento de vagas junto à Vara de Execuções Penais de Araçatuba. Pesam ainda o fato de que ele faz acompanhamento psiquiátrico e recentemente se envolveu em briga (infração) dentro do presídio com Luiz Alves Martins Filho, líder do grupo de extermínio do Danúbio Azul, durante banho de sol. A superlotação do sistema em Mato Grosso do Sul também é considerada.

Homicídio

Praticante de jiu-jitsu, Rafael foi condenado no ano passado a 10 anos de prisão, em regime fechado, por matar o engenheiro Paulo Cézar de Oliveira, 48 anos, dentro de um hotel em Campo Grande. Rafael foi acusado de homicídio qualificado por meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na ocasião, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida considerou o laudo que apresenta Síndrome de Borderline e, por isso, reduziu a pena em um terço, de 15 para dez anos, partindo do princípio da semi-imputabilidade. Ou seja, por conta da condição, não seria totalmente capaz de responder por seus atos.

O crime aconteceu no dia 18 de abril de 2015. No dia, ele brigou com a namorada, de 25 anos, a agrediu com socos e tapas. Em seguida, saiu do apartamento em que estava hospedado, invadiu quarto onde Paulo Cézar hospedou-se e o agrediu até a morte, golpeando-o com uma cadeira. Os golpes foram na cabeça.