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Gaeco investiga homem de confiança de Ary Rigo na Assembleia

08 de agosto 2018 - 18h11 Por Redação Douranews
Gaeco investiga homem de confiança de Ary Rigo na Assembleia

Marcos Antônio Silva de Souza, conhecido como Marcão, de 50 anos, foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (8), mas não teve a prisão preventiva decretada. Um dos presos da Operação ‘Grãos de Ouro’ é o empresário Siloé Rodrigues de Oliveira, dono da Forte Corretora de Cereais, segundo confirmou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul.

Desde às primeiras horas da manhã, equipes de promotores e policiais militares foram às ruas de sete Estados para cumprir 136 mandados – 32 de prisão preventiva e 104 de busca e apreensão. Na mira da força-tarefa estão integrantes de esquema de sonegação fiscal envolvendo a produção de grãos, principalmente a soja, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Também na manhã desta quarta-feira (8), o Gaeco e a Assembleia Legislativa divulgaram nota de esclarecimento sobre a presença de uma das equipes da operação na Casa de Leis. “Em razão das notícias veiculadas sobre operação ‘Grãos de Ouro’, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul tem a esclarecer que não é alvo da investigação e, igualmente, nenhum parlamentar”, diz a nota enviada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O Gaeco explicou, por meio da assessoria de imprensa, que uma equipe da força-tarefa realmente esteve na sede do Legislativo estadual, ressalvando que o único alvo da opera foi o servidor Marcão. “O fato ocorrido no prédio da Assembleia Legislativa, nesta manhã, decorre de mandado contra o servidor efetivo Marcos Antônio Silva de Souza, que não foi preso”, afirmou o Grupo especial.

A promotora de justiça Cristiane Mourão, chefe da “tropa de elite” do MPMS, estava no comando da equipe que fez buscas na residência e sala de trabalho de Marcão. Ainda conforme a nota, a força-tarefa “verificou - única e exclusivamente - a mesa do servidor, sem que nada tenha sido levado”. O primeiro secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Teixeira (DEM) também comentou que a operação do Gaeco nada tem a ver com os parlamentares. “Ele que vai se explicar”, afirma o parlamentar, sobre o servidor.

Zé Teixeira afirmou que Marcão é servidor há muitos anos. “Ele é efetivo aqui, foi por muito tempo assessor do Ary Rigo”, ex-deputado estadual. Marcão ocupa o cargo de “apoio técnico parlamentar 1”, com salário de R$ 6.521,12. Ele está lotado atualmente no gabinete do deputado estadual Paulo Corrêa (PR). O funcionário também já foi candidato a vereador em Campo Grande pelo Solidariedade, acrescentou reportagem do jornal Campo Grande News.