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Feminicídio em criança, após bebedeira, reflete contraste social em aldeias de Dourados

11 de agosto 2021 - 13h58 Por Redação Douranews
Feminicídio em criança, após bebedeira, reflete contraste social em aldeias de Dourados Investigações conduzidas pelo SIG levaram o tio da menina, um amigo e três adolescentes para a cadeia — Divulgação

O crime de feminicídio, após a confirmação de que uma menina indígena, de 11 anos, teria sofrido estupro antes de ser jogada de um ‘paredão’ na divisa das aldeias Bororó com Jaguapiru, em Dourados, já conta com quatro pessoas presas, entre elas o tio da vítima Raíssa da Silva Cabreira, conhecido por Elinho Arévalo, preso nesta terça-feira (10) como resultado da ação do SIG (o Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil.

A criança morava com ele e outros familiares, segundo as primeiras investigações e na noite do crime, domingo (8), teria sido arrastada do local onde dormia, por três adolescentes. O corpo só foi encontrado cerca de oito horas depois, já na madrugada de segunda-feira (9), por moradores da aldeia Bororó que passavam pelo local.

O delegado Erasmo Cubas, do SIG, que conduz as investigações, afirmou que o tio saiu a procura da menina depois de ter dormido, possivelmente embriagado, ao lado dela na casa. Além de Elinho e dos adolescentes, um homem identificado como Leandro Espinosa, de 20 anos, também foi preso.

O tio que já abusava da menina desde os 5 anos dela, flagrou o momento em que os quatro acusados do crime estupravam a menina. Ele acabou participando da sessão de estupro contra a sobrinha que havia sido arrastada para o local pelos autores, que planejaram o crime de estupro, segundo o delegado.

O jornal Midiamax repercutiu que, conforme o delegado Cubas, todos os presos teriam participado de uma sessão em que embebedaram a criança para continuar a cometer os abusos. Quando ela recobrou a consciência e tentou se desvencilhar dos autores, foi arrastada para o ‘paredão’, ainda teve os braços quebrados na tentativa de se defender, e teria sido jogada viva de uma altura de 20 metros. Segundo a Polícia, o local é costumeiramente utilizado pelos indígenas das duas aldeias para o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas.