Menina de 11 anos, da aldeia Bororó, teria sido arremessada ainda viva do paredão da 'pedreira' em Dourados — Divulgação/midiamax
Elinho Arévalo, o tio da menina menina Raíssa da Silva Cabreira, de 11 anos, estuprada e morta ao ser jogada ainda viva de uma altura de quase 20 metros em uma pedreira em Dourados na segunda-feira (9), foi encontrado morto na tarde desta quinta-feira (12) no interior da PED, a penitenciária estadual para onde foi levado em ação do SIG (Serviço de Investigações Gerais) depois do crime.
A informação é de que Arévalo cometeu suicídio, uma vez que o corpo foi encontrado na cela com sinais de enforcamento. O homem foi preso após confessar ter participado do estupro coletivo da criança, envolvendo ainda um outro homem e mais três adolescentes, todos moradores na região da aldeia Bororó.
Acionado depois que moradores da Reserva Indígena relataram a existência do corpo de uma menina na região conhecida como ‘pedreira’, entre as aldeias Jaguapiru e Bororó, as equipes do SIG e da Perícia Técnica da Polícia Civil constataram que a adolescente Raíssa, da etnia Kaiowá, havia sido forçada a ingerir bebida alcoólica até perder os sentidos, e depois ainda foi levada até uma casa abandonada onde sofreu o estupro coletivo.
Durante as investigações, Elinho, o tio da vítima, confessou que estuprava a sobrinha desde os cinco anos de idade. Ele presenciou a barbárie e participou do crime juntamente com Leandro Pinosa, o “Baby”, de 20 anos e três adolescentes, que, segundo a Polícia Civil, participaram da ação de jogar Raissa do paredão da pedreira após ela ameaçar denunciá-los, conforme repercute o blog da ‘onça’ Liziane Berrocal.