Depois de ostentar nas redes sociais que não seria preso, Thiago chega na delegacia conduzido por agente da Defron — Reprodução
Preso na tarde de quarta-feira (11), Thiago de Souza Lima, dono da areeira onde foram encontrados 10 toneladas de maconha, divulgava nas redes sociais que jamais seria preso, pois “estava gastando muito dinheiro com advogados”. O Defron (grupo do DOF, o Departamento de Operações de Fronteira) monitorava essa situação há vários meses.
Thiago foi preso no dia 25 de maio. A empresa dele fica localizada no Residencial Bonanza, às margens da BR-463 em Dourados. A droga apreendida na areeira dele revelou também o extraordinário aumento de patrimônio, compatível com a traficância de drogas por ele desenvolvida, conforme a Polícia.
Thiago que era considerado foragido da justiça, ostentava nas redes sociais quando soube que os agentes o investigavam. Ele passou a publicar fotos em redes sociais onde ostentava o consumo de bebidas e dizia que jamais seria preso, pois “estava gastando muito dinheiro com advogados”. Esta semana os policiais cumprirão o pedido de decretação da prisão preventiva do proprietário da empresa de areia e cascalho.
EMPRESA DE FACHADA
Na época da apreensão das 10 toneladas no entreposto do tráfico, os jovens Mateus Alencastro dos Anjos e Maycon Pablo Velonisqui da Silva, ambos com 19 anos, contaram aos policiais que tinham sido contratados pelo dono do local, identificado como Tiago, para carregarem a maconha em um veículo que ainda não tinha chegado ao local.
Também foi preso Antonio Carlos Candelario Ximenes, de 40 anos, todos autuados em flagrante por tráfico na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). Antonio disse que tinha sido contratado há pouco tempo por Tiago para cuidar do local e trabalhar como pedreiro.