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Encontrado laboratório clandestino de agrotóxicos

Criminosos manipulavam o produto e distribuiam em fazendas da região

08 de dezembro 2021 - 13h56 Por Lucas
Encontrado laboratório clandestino de agrotóxicos Laboratório improvisado em caixa d'água produzia agrotóxico adulterado — Polícia Civil

A Polícia Civil de Ivinhema desmontou nesta terça-feira (7) um laboratório clandestino de agrotóxicos e prendeu três pessoas em flagrante. De acordo com o site Novanews, dois suspeitos fabricavam o produto adulterado em um laboratório caseiro, enquanto o líder do esquema revendia os agrotóxicos para produtores rurais de toda a região.

As suspeitas são de que o indivíduo "lavava" o dinheiro obtido em empresas da cidade, inclusive em um clube de pôquer, conforme informação apurada pelo SIG (o Setor de Investigações Gerais) de que uma propriedade rural de Ivinhema estaria sendo utilizada para atividades ilícitas.

Após monitoramento, os agentes foram até o local e se depararam com um indivíduo de 27 anos que havia acabado de chegar na propriedade dirigindo uma caminhonete e que ainda tentou fugir com o veículo, mas foi alcançado pelos policiais.

Na chácara, foram encontrados outros dois suspeitos, de 32 e 24 anos e localizados inúmeros galões de agrotóxicos adulterados, uma caixa d'água de 1.000 litros cheia de agrotóxicos em processo de adulteração, matéria prima para a fabricação do produto, incluindo diversos quilos de inseticida já vencidos, que apresentavam forte odor, rótulos e tampas falsificados para o envase, bem como uma máquina importada utilizada para selar os produtos por meio de indução eletromagnética.

O agrotóxico adulterado, segundo consta nas notas encontradas com o fornecedor, estava sendo vendido para propriedades rurais que realizam o plantio das lavouras da época nas cidades da região. O trio confessou o esquema e disse estar produzindo a substância desde o início do ano na cidade.

O encarregado de fabricar o produto adulterado alegou ainda que já havia sido preso pelo crime no estado de São Paulo, mas estava respondendo em liberdade. Os materiais ilícitos e dois veículos utilizados no esquema criminoso foram apreendidos e num local que funcionava como clube de pôquer foram encontrados mais galões do produto e documentos, levando a crer se tratar de um esquema de lavagem de dinheiro. Na residência do líder do esquema criminoso foram encontrados mais documentos comprovando os crimes e a venda dos agrotóxicos adulterados.

Os suspeitos foram autuados em flagrante por crime contra as relações de consumo (art. 7º, III da Lei 8.137/90), com pena de 2 a 5 anos de detenção e serão investigados por lavagem de capitais, este último com pena de 3 a 10 anos.