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Padre é preso por estupro

Ele revela medo de perder a batina após importunar adolescentes em Sinop

18 de fevereiro 2022 - 10h03 Por Redação Douranews
Padre é preso por estupro padre — Ilustração

Um padre, de 54 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) após investigações pelo crime de estupro contra dois adolescentes, um de 15 e outro de 17 anos, em Sinop, no Mato Grosso.

Em coletiva de imprensa, o delegado Sérgio Ribeiro contou detalhes sobre a prisão do religioso, que é sacerdote há mais de 25 anos e disse que o padre chorou com medo de perder a batina.

“Ele chorou e disse que tudo ocorreu com o consentimento [das vítimas]. Ele lamentou, demonstrou estar arrependido e disse que as vítimas pediam. Chorou muito porque ia deixar de ser padre”, relatou o delegado.

Em um dos casos, a mãe de uma vítima procurou a Polícia Civil e declarou que o filho, de 15 anos, trabalhava desde o ano passado na igreja liderada pelo religioso e teria sofrido abusos sexuais praticados em diferentes períodos. Em depoimento, o adolescente confirmou os abusos sexuais. Ele afirmou à polícia que o padre cometeu os supostos abusos quando a vítima tinha 7, 13 e depois aos 15 anos de idade.

“Uma das vítimas gravou esses abusos em vídeos. Ele contou que o padre passou a mão nas nádegas dele e nas partes genitais. Depois, o levou para o banheiro do quarto paroquial”, completou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o padre teve a prisão decretada pela Justiça pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.
 
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Sinop cumpriu mandado de busca e apreensão domiciliar no endereço do padre, uma chácara na zona rural da cidade.
Para a polícia, a prisão do padre vai encorajar outras vítimas a denunciá-lo. O sacerdote passaria por audiência de custódia.

Investigação
 
A Diocese Sagrado Coração de Jesus, onde o padre atuava, disse que recebeu a denúncia contra o religioso na segunda-feira (14). O padre foi ouvido pelo bispo Dom Canísio Klaus e pediu afastamento do cargo.
 
Além do afastamento, a diocese disse que criou uma comissão para apurar a denúncia de abuso sexual. Afirmou ainda que ofereceu apoio espiritual e psicológico às vítimas.