Recorte da CNH usada por Dogão no Brasil — Reprodução
“Dogão”, como era conhecido o brasileiro Cléber Riveros Segovia, que se intitulava o ‘novo chefe’ do crime organizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, foi executado a tiros de metralhadora na madrugada desta sexta-feira (28), em um condomínio fechado na Represa Capivara, em Sertaneja, cidade localizada na região metropolitana de Londrina-PR.
De acordo com reportagem assinada pelo jornalista Helio de Freitas, correspondente do Campo Grande News nessa região, o bandido, de 31 anos de idade, espalhava o terror através de ameaças de atentados e assassinatos de rivais na linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, tentando se firmar como o ‘novo patrão’ da fronteira.
Fontes policiais reafirmam que há meses ele estava em guerra com outros bandidos sanguinários da fronteira, entre eles Marcio Sánchez, o “Aguacate”, ex-segurança de Jorge Rafaat e chefe do mais poderoso grupo de pistoleiros em atividade no Paraguai. “Dogão” havia se mudado de Ponta Porã para o Paraná há cerca de duas semanas. No Paraguai ele usava o nome de Cleber Segovia Pavon, natural de Pedro Juan Caballero.
Segundo a Polícia Militar do Paraná, os pistoleiros chegaram ao condomínio de barco. Encapuzados, eles invadiram a casa onde Cléber Riveros Segovia morava com a mulher e o mataram com vários tiros. Depois, fugiram sem deixar pistas.
Segundo fontes policiais da fronteira, Cléber Segovia, o “Dogão”, contava com apoio da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) para se impor como chefão do crime na linha internacional e eliminar rivais em Pedro Juan Caballero/Ponta Porã e em Zanja Pytã/Sanga Puitã.