Arsenal é recolhido em poder de CAC na Capital — Polícia Federal
O deputado federal Marcos Pollon (PL) ocupou a tribuna da Câmara, na manhã desta quinta-feira (4), para contestar a fala do ministro da Justiça, Flávio Dino, sobre a operação da PF (Polícia Federal) de que estaria cumprindo mandados de prisão contra o grupo dos CACs (os caçadores, atiradores e colecionadores de armas) que não tinham recadastrados suas armas.
O ministro da Justiça divulgou, pelas redes sociais, que a Polícia Federal estava cumprindo mandados de prisão neste dia contra os CACs e que essa seria uma linha permanente de trabalho da PF. Pollon desmentiu a fala do ministro, trazendo dados na tribuna, de que, na verdade, as prisões, até então feitas, são de pessoas que têm mandado em aberto por crimes que não tem a ver com o registro.
“A prisão de CACs que não se recadastraram até ontem é uma grande fake news, como eles gostam de usar, uma grande mentira. O que acontece na realidade, segundo informações apuradas, é que as pessoas que estão com mandado de prisão em aberto, por crimes violentos e de violência contra mulher, devendo pensão ou algo do gênero, e que porventura sejam CACs, estão recebendo essa visita cordial da Polícia Federal, o que a princípio seria competência da Polícia Civil, mas no Brasil tudo pode acontecer. São pessoas envolvidas em crimes que já não deveriam ser CACs mais, que já deveriam ter seu acervo retirado, transferido ou até apreendido, porque estão respondendo à justiça, ou seja, já perderam a idoneidade”.
Para o deputado sul-mato-grossense, essas pessoas já deveriam estar presas. “Nós não passamos pano em quem cometeu crime, em bandido. Quem cometeu crimes e, porventura, é caçador, atirador e colecionador de armas, tem que responder perante à justiça e não deveria mais ter o seu acervo. Isso é uma falha na fiscalização que não nos diz respeito. Que os criminosos paguem pelos seus crimes”, defendeu o parlamentar.