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'Detetive Givaldo' é condenado a 24 anos de cadeia por morte da mulher

Dos envolvidos no plano, apenas o filho escapou da cadeia

09 de agosto 2024 - 16h05 Por Lucas
'Detetive Givaldo' é condenado a 24 anos de cadeia por morte da mulher Casal vivia um relacionamento conturbado — Reprodução

Quatro envolvidos na execução da detetive particular Zuleide Lourdes Teles da Rocha passaram por julgamento que terminou na madrugada desta sexta-feira (9). Três foram condenados e um deles absolvido por não ter participado diretamente no crime que aconteceu em junho de 2021, no bairro Esplanada, em Dourados.

A Justiça de Dourados condenou Givaldo Ferreira Santos, o conhecido 'detetive Givaldo', a 24 anos de prisão pelo assassinato da esposa, Zuleide Lourdes Teles da Rocha, ocorrido em 19 de junho de 2021, no na região do bairro Vival dos Ipês. O caso, que inicialmente parecia ser um latrocínio, revelou-se uma execução planejada, motivada por desavenças no casamento e questões patrimoniais.

Durante a investigação, ficou apontado que o mandante da execução era o marido da vítima que, em outra ocasião, já tinha encomendado a morte Zuleide, mas o pistoleiro desistiu após receber parte do pagamento. O homem então armou novamente o plano, conforme ficou demonstrado no decorrer das investigações.

Relembre o caso

No dia da execução, Zuleide recebeu ligação da “mãe de santo” e orientadora espiritual de Givaldo, identificada como Sueli da Silva. Ela afirmou que estaria interessada em seus serviços para investigar um caso extraconjugal e marcou o encontro no bairro Jardim Esplanada. No local, estavam o filho do mandante, William Ferreira Santos e José Olímpio de Melo Junior, funcionário de um escritório de contabilidade.

A vítima, de 57 anos, foi atraída para uma emboscada sob o pretexto de uma proposta de trabalho, sendo levada para uma mata nas imediações da Rua Criciúma, onde foi morta com um tiro na cabeça. O autor do disparo, José Olímpio de Melo Júnior, foi condenado a 19 anos e três meses de prisão. Sueli da Silva, guia espiritual de Givaldo, que ajudou a atrair Zuleide, recebeu uma pena de 20 anos.

William ficou com o menino de 7 anos no carro da vítima e enquanto Sueli e José Olímpio a levaram para o matagal. O homem foi quem deu o tiro que matou Zuleide. O corpo da vítima foi deixado no local e encontrado horas depois.

A sessão terminou na madrugada desta sexta e resultou na condenação de três envolvidos; apenas William foi absolvido por confessar que levou o pistoleiro no local e depois ficou no carro da mulher. Ele foi solto. O pai do rapaz e mandante do crime, o 'detetive Givaldo', foi sentenciado a 24 anos, um mês e 25 dias de prisão.

As investigações do Setor de Investigações Gerais (SIG) apontaram que o crime foi minuciosamente planejado ao longo de meses. Givaldo inicialmente negou qualquer envolvimento, mas posteriormente confessou ter contratado três pessoas para o crime, embora alegasse desconhecer a participação do filho Willian.

O motivo principal do assassinato, segundo rebveloiu depois o Givaldo, foi o relacionamento conturbado com Zuleide. Além disso, a maior parte dos bens do casal estava em nome dela, devido a restrições fiscais que Givaldo enfrentava. Esse fator patrimonial também teria sido um dos impulsionadores do plano.