Operação combate contrabando e descaminho — Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), em operação conjunta com a Receita Federal, a Operação Toque de Silêncio para cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de ativos financeiros e bens no valor de R$ 3 milhões e o fechamento/suspensão de atividade econômica de um hotel utilizado em Dourados como depósito e entreposto para logística de contrabando e descaminho.
A operação já havia recaído sobre o principal alvo na operação Fronteira Legal, deflagrada em setembro de 2021. Com a profundidade das investigações foi identificado com precisão o modus operandi dos investigados que utilizavam o hotel de forma estável e permanente na reiteração e apoio aos crimes, bem como HUB/depósito/entreposto de mercadorias ilegais de origem paraguaia.
Ainda se verificou que os investigados buscavam esquivar-se da ação policial/fiscal, evitando abordagens policiais ante a proteção constitucional do domicílio e também estabelecer a troca de "equipes" com divisão de tarefas e fracionamento do percurso, além da divisão da mercadoria de forma que, em caso de apreensão, essa não fosse perdida em sua totalidade.
Foram identificadas diversas pessoas presas em flagrantes devido ao fato de transportarem mercadorias que adentraram o território nacional de forma irregular, como cigarros, perfumes, eletrônicos, relógios, roupas, equipamentos para a pesca, essência de narguilè, máquina de fazer aplicação de película de celular, dentre outras. Em depoimento, as pessoas abordadas em flagrante informaram que iriam armazenar os produtos no “hotel” objeto dessa ação e muitos deles ratificaram a participação efetiva do sócio proprietário.
Estelionato
Já na manhã desta terça-feira (22), seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, também nas cidades de Ponta Porã e Dourados, durante a Operação Usurpator. Na ação houve o sequestro de bens e valores de quatro investigados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa.
As investigações revelaram que o grupo criminoso passou a sacar a aposentadoria de uma servidora aposentada do TRE-MT após seu falecimento em maio de 2020. Os valores desviados chegavam a aproximadamente R$ 24 mil mensais, além de compras feitas com cartões de crédito e débito, resultando em um prejuízo de quase R$ 700 mil.